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Sustentabilidade Corporativa

Sustentabilidade Corporativa

Uma análise do modelo de negócio sustentável

As empresas precisam se adaptar às demandas sociais e de mercado. Hoje, num mundo cada vez mais conectado e interdependente, o modelo capitalista por si só não se sustenta. O pa­drão de desenvolvimento do século XX era puramente corporativo e visava o acúmulo de capital a qualquer custo. Atualmente, o direcionamento é outro. As empresas que não incorporarem a temática da sustentabilidade em seus negócios estarão fatalmente fadadas à falência.

O padrão de desenvolvimento do passado, meramente baseado no lucro, certamente não se aplica ao modelo de desenvolvimento do século XXI. O lucro deve ser encarado como premissa da existência de uma empresa que desenvolve suas atividades de forma ética, transparente e responsável social, cultural, econômica e ambientalmente. A sobrevivência das corporações está atrelada à sua capacidade de se desenvolver de forma sustentável. A sustentabilidade corporativa, enquanto ferramenta de gestão deve levar em consideração além dos ganhos empresariais, os benefícios gerados para a sociedade, região e país onde desenvolve suas atividades. Esse é o vetor determinante do sucesso.

Os consumidores estão cada vez mais cientes do seu poder de transformação social, demandando mais responsabilidade das empresas, principalmente no que se refere às questões socioambientais.

Problemas ocorridos durante o processo de fabricação, distribuição, consumo e pós-consumo, em poucos minutos, podem ser noticiados em diversos países pelos meios de comunicação. Afetando, portanto, negativamente a confiança de consumidores nos produtos e serviços ofere­cidos, desagregando valor à marca.

O conceito de sustentabilidade não se contrapõe ao lucro, nem tampouco significa a prá­tica pura e simples de filantropia. Pelo contrário, para que uma empresa seja sustentável. deve integrar as questões empresariais às ambien­tais. A prática sustentável deve ser abraçada não apenas por seus funcionários, mas também pelos stakeholders, fornecedores, consumidores e acionistas. Esta colaboração mútua é impres­cindível para a credibilidade e o constante cres­cimento da empresa.

O cenário mundial exige que o mundo corporativo forneça, de forma responsável, bens e serviços. E estes só serão aceitos polo consumidor se tiverem um valor social e ambiental agregados a sua marca. As empresas devem encarar o lucro como sendo uma consequência ou recompensa por sua contribuição à promoção do bem comum. E quando isso acontece, certamente, o negócio se torna duradouro.

 

Marcus Saussey. Diretor de Projetos em Educação Ambiental.

(Jornal da Paraíba, 10/03/2013)

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